Um céu azul
de pequenas e dispersas nuvens brancas
Paisagem viva, viva e branda
Um mar azul
que se agita contra as falésias quase vivas
Paisagem viva, que a tudo inspira
É tudo tão azul quanto as minhas quase lembranças
É de uma beleza tão grosseira quanto as paredes rochosas
imóveis, caladas, que esperam do céu a mudança
que vem de intempéries, que custa ao vento singela erosão
E os pés descalços que nunca sentiram
E as mãos calejadas que nunca tocaram
Os pulmões cansados que nunca se inflaram
do ar e da vida daquele local que some e aparece
De uma janela famosa, formosa e pirata
acordo e observo, assustado e encantado
bem aqui, bem atrás das minhas 19 polegadas
de um quadrante perfeito, brilhoso e ajustável.
E quanto mais visito minha área constante
me conforto em duas dimensões
Ao caso, mero acaso, de uma terceira imaginária
se misturar a normal, a real existente, linha digital.
Gabriel Machado
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